Deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.

A deficiência auditiva traz muitas limitações para o desenvolvimento do indivíduo. Considerando que a audição é essencial para a aquisição da linguagem falada, sua deficiência influi no relacionamento da mãe com o filho e cria lacunas nos processos psicológicos de integração de experiências ,afetando o equilíbrio e a capacidade normal de desenvolvimento da pessoa.
Mesmo assim, ainda hoje, a sociedade conhece bem pouco os portadores de deficiência. Esse desconhecimento se reflete por exemplo na ausência de estatísticas brasileiras tanto a respeito de seu número real quanto das formas de assistência disponíveis, de sua integração social e de sua inclusão no mercado de trabalho.
O retrato da ausência de informação se reflete na
rara presença desse assunto em noticiários, e na pequena oferta de serviços adequados a portadores de deficiência – apesar de eles corresponderem a cerca de 10 por cento da população de países em desenvolvimento, como o Brasil.
No Brasil existem muitas leis voltadas para os portadores de deficiência, indicando a necessidade de diferenciação em relação aos demais cidadãos. No entanto, mesmo após decretadas, as leis são implantadas de modo lento e parcial, sendo ignoradas pela
maior parte da população. Os portadores de deficiência precisam sempre recorrer à legislação para reivindicar seus direitos de cidadão.
Sinais e sintomas de deficiência auditiva:
- O quadro abaixo resume os sinais de perda auditiva, de acordo com a faixa etária:
As Causas da surdes:
Grande parte dos casos de surdez são transmitidos durante a gravidez como consequência do consumo de álcool e drogas, má nutrição da mãe, doenças como diabetes, ou mesmo infecções que surgem durante a gestação como sarampo ou rubéola.
Outro grande causador de deficiência auditiva é exposição a ruídos intensos (mais de 75 decibéis), como de máquinas industriais, música alta, armas ou foguetes por exemplo. Doenças infecciosas bacterianas ou virais, assim como o uso de alguns medicamentos podem causar a surdez.
Frequentemente a dificuldade auditiva desenvolve-se em pessoas com mais de 65 anos de idade devido ao processo degenerativo natural.
Como evitar ou prever a perda auditiva?
- Todas as mulheres devem ser vacinadas contra a rubéola, que constitui uma das principais causas de surdez congênita em nosso País.
- A criança jamais deve tomar remédio sem receita médica; um antibiótico, por exemplo, pode conter aminoglicosídeo, substância que geralmente prejudica a audição de forma irreversível. (Corrêa, 1999).
O aparelho auditivo
Em alguns casos, o exame audiométrico indica a possibilidade de adoção de um aparelho de amplificação sonora individual (A.A.S.I.). Trata-se de um equipamento pequeno, colocado junto ao ouvido da criança, que amplia a intensidade dos sons e os traz para um nível confortável para quem precisa usá-lo. Atualmente, há aparelhos com alto nível de sofisticação, que ampliam o som de maneira cada vez mais seletiva. Por exemplo, nos momentos de comunicação, os sons da fala têm ‘prioridade’ sobre os ruídos ambientais.
Qual a diferença entre surdez e deficiência auditiva?
Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas como sinônimos.
A surdez, sendo de origem congênita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação. Por sua vez, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma. Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas (dependendo do grau da deficiência auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema.
Fontes
